segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
NAVEGANDO PARA APRENDER E PARA ENSINAR
Abaixo encontram-se selecionados alguns links interessantes para navegação e um breve resumo do conteúdo e o do público-alvo as quais as mídias se direcionam:
PORTAL DO PROFESSOR
Esse link possuí uma sequência de atividades que auxilia o professor a introduzir o trabalho com carta de leitor e textos argumentativos. Além disso, as atividades proporcionam um estudo sobre as características desse gênero textual, bem como propõe atividades de produção escrita. Indico o uso para professores que atuam nos 4º e 5º anos do Ciclo I do Ensino Fundamental, na área de Língua Portuguesa.
TV ESCOLA
Nesse vídeo, o professor pode explorar questões matemáticas em situações muito vivenciadas por todas as crianças, seja na escola, na rua ou pela televisão: a matemática que existe dentro de um campo de futebol. A partir de um tema extremamente difundido entre os brasileiros, o professor tem oportunidade de explorar diversos conteúdos matemáticos e de propor atividades para diferentes níveis de ensino. Esse vídeo pode ser explorado por professores diferentes idades e níveis de ensino. Eu sugeriria o trabalho com o Ciclo I e II do Ensino Fundamental.
DOMÍNIO PÚBLICO
Nesse link encontra-se disponível diversas obras literárias em formato pdf, que pode ser acessado facilmente por crianças, tanto em casa, como no ambiente escolar. É uma forma de incentivar a leitura e ainda articular o uso de ferramentas tecnológicas. Vale à pena conferir e utilizar!!!! Indicação para as séries iniciais do Ensino fundamental e para crianças com leitura sem muita fluência.
RIVED
A animação traz informações sobre a dengue, bem como a forma de combatê-la. Pode ser usada em qualquer série do Ciclo I do Ensino Fundamental. O material pode ser explorado pelo professor de diferentes maneiras, propondo atividades subsequentes à apreciação do vídeo.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
CONCEITO DE CURRÍCULO
Resumidamente podemos dizer que currículo é o que determina o que, como e quando será ensinado, respeitando-se os níveis de escolaridade e idade das crianças. Nesse sentido, o currículo, de certa forma, determina os objetivos escolares e direciona os planos de ação que deverão ser desenvolvidos para que se garanta êxito no que diz respeito à metas a serem atingidas. Nas palavras de Sacristán (2000),
“O currículo aparece, assim, como o conjunto de objetivos de aprendizagem selecionados que devem dar lugar à criação de experiências apropriadas que tenham efeitos cumulativos avaliáveis, de modo que se possa manter o sistema numa revisão constante, para que nele se operem as oportunas reacomodações" (p. 46)
Podemos dizer que existem dois tipos de currículo: o oficial e o oculto. O currículo oficial diz respeito a tudo que é definido e selecionado como importante e essencial a ser trabalhado em uma série, ou nível educacional. Sacristán (2000), define o currículo formal como sendo
"o conjunto de objetivos de aprendizagem selecionados que devem dar lugar à criação de experiências apropriadas que tenham efeitos cumulativos avaliáveis, de modo que se possa manter o sistema numa revisão constante, para que nele se operem as oportunas reacomodações" (p. 46).
Por sua vez, o currículo oculto diz respeito aos aspectos implícitos da prática pedagógica como um todo. Geralmente o currículo oculto traduz as visões de mundo, de educação, de indivíduo e de sociedade que o profissional da educação assume e interfere significativamente no que se ensina na escola, como se ensina, bem como o que é aprendido pelos alunos. Nas palavras de Silva (1999),
"O currículo oculto é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem, de forma implícita para aprendizagens sociais relevantes (...) o que se aprende no currículo oculto são fundamentalmente atitudes, comportamentos, valores e orientações..." (p. 78)
Para concluir é importante dizer que em nosso dia-a-dia, existe espaço para que ambos os currículos descritos acima atuem concomitantemente. Em alguns casos o currículo oculto é bastante evidente e muitas vezes até planejado, em outras nem tanto. No entanto, apesar de não parecer o currículo oculto se faz sempre presente, haja visto que educamos a partir das concepções de mundo, de indivíduo e de educação que fundamentam nossas práticas pedagógicas, diariamente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACRISTÁN, J. Gimeno e Gómez, A. I. Perez. O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática? Compreeender e Transformar o Ensino. Porto Alegre, Armed, 2000.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Quem escondeu o currículo oculto. In Documento de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte, Autêntica, 1999.
domingo, 9 de outubro de 2011
REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA
O diálogo configura-se, segundo o wikipédia, na conversa entre duas ou mais pessoas, ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1logo ). Nesse sentido, a prática dialógica referir-se-á à prática do diálogo, Quando tratamos de educação, a prática dialógica sugere sobretudo uma prática pedagógica que estabeleça diálogo entre todos os pares envolvidos, isto é, entre professor, aluno, pais, funcionários, equipe escolar, comunidade, etc.
Ao refletir sobre a minha prática posso afirmar que nem sempre é possível estabelecer diálogo com todos os pares, no sentido de atender suas necessidades e interesses. Talvez os mais urgentes sim, no entanto a burocracia dos currículos e programas que direcionam a prática educativa muitas vezes talha a possibilidade de os professores atenderem plenamente às expectativas do grupo com que se trabalha. Em contrapartida e considerando que o diálogo é fundamental, sempre é possível, ainda que nem sempre da forma desejável, a adaptação e portanto a efetivação do diálogo nas diferentes situações que se tecem no dia-a-dia do fazer pedagógico. Assim, mesmo talvez não partindo-se do interesse dos alunos e portanto não estabelecendo diálogo com os mesmos, tenta-se criar oportunidades em que as crianças possam sempre expressar suas opiniões, apresentar suas dúvidas e saná-las, bem como estabelecer vínculo entre suas dúvidas e o programa curricular estabelecido pelos sistemas de ensino.
A educação infantil, nesse quadro avança em vantagem em relação ao ensino fundamental, pelo justo motivo de não se ter um currículo escolar definido, mas ao contrário disso, priorizar práticas educativas que centrem-se na ação e interesse das crianças, que abranjam áreas do conhecimento, mas sem um currículo específico, pré-definid e muitas vezes imposto pelos sistemas educacionais. Isso não quer dizer que a educação infantil aconteça sem qualquer embasamento fundamentado em conhecimentos, mas ao contrário disso, que a essa etapa da educação possibilita muito mais a possibilidade de construir uma prática embasada nos interesses das crianças, por permitir uma maior flexibilidade dos conhecimentos a serem abordados e reconstruídos.
No ensino fundamental, por sua vez, o currículo é bem mais fechado e a situação é agravada com as avaliações externas, que criam um sentimento de disputa acirrada entre instituições educacionais de um mesma sistema de ensino. Essa temática no entanto é uma via de mão dupla. Se por um lado a existência de currículos é uma variante que às vezes entrunca o trabalho do professor no que concerne a atender às necessidades e interesses do aluno, por outro é a única coisa que garante o mínimo de equidade nos sistemas educativos de um município, estado e país. Trata-se de um assunto bastante pertinente e que mereceria um estudo mais aprofundado.
Mediante isso, duas coisas precisam ser consideradas. Primeiramente a importância de se respeitar os currículos educacionais, no sentido de se garantir equidade na educação pública de uma nação. E em segundo lugar, a importância de tentar fundamentar esse currículo numa prática dialógica que tente conciliar as duas coisas, ainda que num primeiro momento possa parecer uma coisa difícil de se fazer.
Trabalhar interdisciplinarmente e a partir de temas tranversais podem ser uma alternativa. Os temas de estudo podem ser sugeridos pelos alunos, de acordo com a necessidade do coletivo e da comunidade como um todo. A de se considerar que esses temas precisam ser de alta complexidade, no sentido de poder ser estudado fazendo uso das ferramentas disponibilizadas pelas diferentes áreas do conhecimento. Assim, o conhecimento poderia ser configurado em rede, tal qual a informação e os cnhecimentos estão disponibilizados hoje, com as inúmeras tecnologias a que se tem acesso.
Um outro aspecto importante a ser considerado diz respeito ao estabelecimento de práticas que permitam às crianças e a toda a comunidade escolar, vivenciar a democracia, Nesse sentido, mobilizar a formação e efetiva atuação de grêmios estudantis, bem como dos conselhos de escola são de fundamental importância. A democracia também pode ser vivenciada no dia-a-dia da sala de aula, promovendo debates, em que as diferentes opinões sobre os mais diversos assuntos possam ser expostas, sem caráter de julgamento, prevalecendo o respeito aos pares.
As tecnologias da informação podem ser uma ferramenta bastante útil quando se propõe o trabalho a partir da exploração de temas tranversais. Isso porque esse tipo de trabalho exige que o conhecimento seja construído tecendo relações entre os diversos aspectos sobre um mesmo assunto, assim como estão disponíveis para acesso na World Wide Web ( http://pt.wikipedia.org/wiki/World_Wide_Web ). O professor pode e deve fazer uso desse tipo de tecnologia nas suas aulas com os alunos, bem como estimular que as crianças se familiarizem com essa nova forma de estruturação e organização do conhecimento.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO À DISPOSIÇÃO DE TODOS!
O Wikipédia foi criado em janeiro de 2011 é um recurso digital muito utilizado pela maioria das pessoas na atualidade, no entanto pouco ou quase nada se sabe sobre ele. Esse recurso atualmente encontra-se disponível em cerca de 281 idiomas e já é tido como um dos dez websites mais acessados do mundo, atualmente ocupando o sétimo lugar.
Na maioria das vezes o Wikipédia é acessado única e exclusivamente para pesquisas, como uma espécie de enciclopédia convencional, no entanto aí está a grande diferença de todas as demais enciclopédias publicadas e disponibilizadas na rede. O Wikipédia se difere pelo fato de, entre outras coisas, poder ser modificado, complementado e/ou atualizado por qualquer um de seus usuários, desde que observadas algumas regras regimentais da organização.
Nesse sentido, eu você e todos os demais internautas podemos ser co-autores e colaborar com as pesquisas aos nossos pares, da mesma forma com que recebemos colaboração de tantas pessoas que já postaram os conhecimentos de que dispunham.
Quer saber mais? Acesse o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Boas-vindas e explore o menu colaroração localizado no canto esquerdo da tela e torne-se você também um colaborador da maior enciclopédia digital do mundo.
VOCÊ SABIA QUE...
O Wikipédia é uma enciclopédia cujo conteúdo é livre e elaborado de forma colaborativa?
O nome 'Wikipédia' é uma contração das expressões "wikiwiki" e "enciclopédia", em que a primeira se refere a uma coleção de páginas na web conectadas entre si, isto é uma espécie de hipertexto?
O conteúdo do Wikipédia pode ser utilizado, copiado e modificado por qualquer pessoa?
Como a Wikipédia pode ser modificada por qualquer um de seus usuários algumas das informações alí presentes podem estar desatualizadas, incompletas ou até mesmo não serem confiáveis?
SAIBA MAIS
Wikdicionário trata-se de um dicionário eletrônico que funciona de forma semelhante ao Wikipédia. Foi criado em dezembro de 2002 e está disponível em mais de 172 idiomas diferentes. Sua principal característica e diferenciação dos demais dicionários é o fato de ser elaborado colaborativamente por todos os usuários da rede.
domingo, 25 de setembro de 2011
PLANEJAMENTO DE ATIVIDADE COM USO DE HIPERTEXTO
RECEITA DE SALADA DE FRUTAS
Tema: Alimentação Saudável
Justificativa: Esta atividade foi planejada com o intuito de complementar e registrar a atividade de preparo da salada de fruta realizada com as crianças do Jardim II A e do Jardim IC e Jardim II B (sala mista) da EMEIEF – Parque Orestes Ongaro, referente ao projeto alimentação desenvolvido por toda a escola já há alguns meses.
Objetivos Gerais: Registrar a receita da salada de fruta preparada junto às crianças.
Objetivos Específicos: O registro da receita de saladas de frutas teve como objetivos específicos:
- Reconhecer a importância de inserir frutas na alimentação diária;
- Reconhecer características do gênero textual receita;
- Reconhecer e nomear diferentes frutas;
- Registrar as quantidades de frutas utilizadas na receita;
- Contar e relacionar quantidade e numeral correspondente;
- Explorar letras do alfabeto e a escrita das frutas;
Materiais/ Recursos: Para a realização da atividade será necessário computador com acesso à internet e lousa digital.
Desenvolvimento: A atividade acontecerá em dois momentos distintos:
1º Momento: A professora como escriba vai relembrando junto às crianças as frutas utilizadas na salada de frutas, bem como a quantidade utilizada no preparo da receita. Então, com acesso à internet, a professora pesquisa imagens das frutas que são citadas pelas crianças e as copia num documento de texto, construindo a receita coletivamente. Assim, por exemplo, se na receita foram utilizadas cinco bananas, a professora copia cinco imagens de uma banana. Após o registro dos ingredientes, a professora registra junto com as crianças a forma com que a salada de fruta foi preparada. Nesse caso a professora será a escriba da turma e quando aparecer alguma palavra de um objeto concreto, esse também será registrado em forma de imagem. Por exemplo em “mexa tudo com uma colher”, ao invés de se escrever colher, a professora substitui a palavra pela imagem do objeto.
Observação: Terminado esse primeiro momento, a professora precisa, sem a participação da turma, preparar o segundo momento da atividade. Nesse caso, ela lincará a imagem das frutas e suas respectivas quantidades e ao abrir o link ter-se-á acesso a três opções de numerais, sendo que um deve, necessariamente, ser referente à quantidade daquele ingrediente utilizado na receita. Isso se repete em todos os ingredientes utilizados. Também lincará a imagem dos objetos referentes ao preparo da receita. Nesse caso, ao abrir o link, constarão três palavras, sendo que uma delas deve, obrigatoriamente, ser a da imagem do objeto.
2º Momento: No segundo momento, o documento elaborado, devidamente lincado, darão acesso a outros documentos disponíveis no computador utilizado, e este será projetado na lousa digital calibrada, de modo que a caneta da lousa possa ser manipulada pelas crianças. Então começa-se a explorar a atividade. Solicita-se que todas as crianças da turma, ou apenas uma de cada vez conte a quantidade utilizada de uma determinada fruta. Posteriormente solicita-se que a criança clique no link da fruta, que dará acesso ao documento com as três opções de numerais e então, junto com a turma a criança precisa descobrir quais daqueles numerais corresponde à quantidade da fruta utilizada no preparo da receita. Depois pode-se registar o numeral correspondente na frente das imagens das frutas. Repete-se isso como cada ingrediente da receita. Em relação ao modo de preparo, o processo é semelhante. A professora solicita que um aluno clique na imagem lincada que dá acesso às três palavras. Então a professora pode questionar a turma: Com que letra começa? Com que letra termina?, etc, de modo que as crianças possam descobrir a palavra referente à imagem. Nesse caso pode-se substituir a imagem pelas palavras descobertas pelas crianças, ou não, ficando a critério da professora decidir o que é mais viável para a turma.
Avaliação: A avaliação da atividade acontecerá à medida que a mesma vai se configurando, mediante a observação por parte da professora no que concerne à participação das crianças, bem como ao interesse demonstrado pelas mesmas, podendo esta, ser registrada em espaço propício para reflexão da professora.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
NAVEGAR NEM SEMPRE É IMPRECISO
Navegar pelo Portal do Professor foi bastante tranquilo, sem qualquer dificuldade. O site é muito didático, organizado e de fácil navegação. Como o mesmo pode ser acessado por pessoas com interesses distintos (profissionais, pais, discentes), o menu direcionado para cada pessoa filtra as muitas informações que podem ser buscadas sem, no entanto, impedir que se tenha acesso a tudo. Cada item de interesse com links que nos levam a outras páginas que desejam ser pesquisadas pela pessoa interessada.
Navegar à deriva, no entanto, foi um pouco desconfortável. Na verdade não consigo conceber isso no sentido restrito da palavra, haja visto que se já iniciamos alguma busca, já pensamos ou projetamos algo inicialmente. Por exemplo, joguei no site de busca o item pin up (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pin-up), que é uma temática de meu interesse. Não especifiquei o que claramente buscava a respeito, o que não direciona a pesquisa a fundo, no entanto assim que decidi buscar por essa temática já afunilei o meu interesse de pesquisa. Assim, na minha busca e navegação, apareceram inúmeras páginas a respeito: definição do termo, blogs, sites de imagens, de lojas virtuais, de vídeos disponíveis, etc. Daí então foi necessário, à medida que ia me interessando por uma coisa ou outra, que em minha busca fosse filtrando esse meu interesse inicial, que por hora era pouco limitado.
Evidente que toda e em qualquer pesquisa sempre existem ganhos, até mesmo porque sempre acabamos por ler e conhecer coisas novas, apreendendo novos conhecimentos ou ressiguinificando os já existentes. Pensar sobre a questão de navegar à deriva me fez lembrar de uma frase de Fernando Pessoa que dizia “Navegar é preciso. Viver é não é preciso” (http://www.cfh.ufsc.br/~magno/). Sempre ao navegarmos buscamos algo. Claro que nem sempre encontramos o que buscamos, mas sempre partimos de alguma intenção inicial. No entanto eu o que se aprende ao navegar, isso sim é impreciso, devido à dificuldade de mensurá-lo.
Ao navegar tanto tanto pelo portal do professor, como pelos demais sites a respeito do movimento pin up, pude perceber que as páginas digitais se organizam de formas diferentes dos textos impressos, que é o que dá o nome a esse tipo de texto de hipertexto.
Nesse sentido, hipertexto configura-se enquanto uma rede de ideias (e aqui me veio à mente a imagem de um mapa textual, em que as informações se ligam umas às outras). No hipertexto a conexão entre um texto e seus demais textos complementares acontecem através de links, ou hiperlinks, que quando “clicados”/selecionados, remetem ao internauta acesso a novas janelas, com outros textos, imagens, ou qualquer outra coisa complementar ao texto inicial. Dentre outras coisas, um hipertexto aumenta a velocidade da aquisição de informações, garante a intertextualidade, isto é, o diálogo entre diferentes textos que se complementam e possibilitam a interatividade entre o texto e o leitor que define o que e quando deseja se aprofundar mais em determinado assunto.
A grande diferença entre os hipertextos e os textos convencionais é que os primeiros não obedecem mais a uma linearidade imutável como nos segundos. Sendo assim, à medida que o internauta vai lendo um texto, vai tendo conforme interesse, acesso a outras informações complementares, diferente do que acontece com os demais textos.
Segundo o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertexto (acessado em 13 de setembro de 2011), uma grande discussão gira em torno do que se considerar ou não um hipertexto. Alguns estudiosas acreditam que todos os textos que conduz a uma não linearidade e que possui outros textos complementares podem ser considerados hipertextos, assim como existem estudiosas que defendem que os hipertextos têm ligação direta e exclusiva com os textos digitais. Como tenho pouca informação a respeito, limito-me a dizer apenas da existência da discussão, sem apresentar uma posição a respeito.
Na educação, os hipertextos vêm sendo bastante utilizados, visto que propiciam compartilhamentos de informações diversas, tornando o processo de ensino aprendizagem mais dinâmico e participativo, além de promover a inclusão dos educandos numa era digital que exige novas competências dos aprendizes.
APRENDER PARA ENSINAR E APRENDER
Atualmente a sociedade vem sendo bombardeada com inúmeras informações, outras tantas transformações e consequentemente com a constante necessidade e exigência de atualização por parte de todos os indivíduos, no sentido de se permanecer apto a se relacionar no mundo atual.
As mudanças e transformações as quais estamos imersos nos dias atuais são resultado de inúmeros processos históricos que vem se configurando ao longo de anos, décadas e séculos e como resultado de diversas produções de conhecimento e cultura ao longo da história da humanidade.
Nesse contexto, a instituição escolar vem apresentando uma crise na sua identidade, principalmente no que concerne ao seu papel na sociedade, o que consequentemente define os rumos das práticas pedagógicas, seus conteúdos curriculares, bem como toda organização do sistema educacional de uma dada região.
É comum presenciarmos discussões acerca do papel da escola mediante as novas tecnologias da informação (TIC's). Alguns profissionais e/ou pesquisadores da área apresentam postura mais conservadora, enquanto que outros lutam por mudanças revolucionárias.
No interior dessa crise da instituição educacional, professores, crianças e pais têm também seus papéis confundidos. Hora reproduzem o que possuem internalizados e o que vivenciaram ao longo de sua história, hora, estimulados pelas mudanças e exigências do meio em que vivem, tentam acompanhar as transformações, ainda que sem qualquer preparo, baseado única e exclusivamente em suas vivências.
A partir dessas considerações, algumas outras se fazem necessárias. Em primeiro lugar, não se trata de chegar a um consenso sobre o que é certo ou errado, mas sim sobre o que responde melhor às necessidades da sociedade atual, sobretudo dos alunos com as quais se trabalhará.
Em segundo lugar, como reconstruir uma identidade para a instituição escolar que considere as atuais necessidades dos educandos e que acima de tudo paute suas práticas num efetivo trabalho de inserção do indivíduo no mundo atual, contribuindo significativamente na e para a sua formação enquanto um ser social crítico e atuante?
Para ambas colocações apenas uma única resposta é apontada: a formação. Primeiramente dos profissionais que atuam direta e indiretamente nas instituições educacionais. Não se trata porém de uma formação técnica, mas sim de uma efetiva transformação de conceitos e preceitos, baseada em reflexões significativas, além da capacitação técnica que, ao contrário do que pensamos nem sempre é vivenciada por todos.
Num segundo momento a formação dos educandos e dos pais de alunos, visto que estes possuem resistências que “entruncam” possíveis mudanças no trabalho pedagógico, devido suas concepções de ensino-aprendizagem (vivenciadas por anos por todos e cada um de nós).
Anerides Monteiro em seu texto “Interfaces digitais para a organização e representação do conhecimento” (http://cursoproinfo100h.blogspot.com/2009/03/interfaces-digitais-para-organizacao-e.html) apresenta alguns caminhos pelos quais poderíamos iniciar nossas reflexões em busca de mudanças.
Dentre inúmeros apontamentos significativos feitos pela autora, é interessante aprofundarmos no que diz respeito à necessidade de transformação da função escolar. Ao contrário do que se defendia há algumas décadas atrás, a escola não mais é o espaço de transmissão de conhecimento. Isso justamente pelo fato de que conhecimento e complementarmente as informações podem e são assimilados pelos alunos em situações diversas do dia-a-dia, na maioria das vezes fora do ambiente escolar.
Nesse sentido, a escola hoje, assume para si a necessidade de se afirmar enquanto um espaço flexível, capaz de propiciar aos educandos a possibilidade de refletir sobre as inúmeras informações e de conhecimentos de que dispõe, reconstruindo-os e elaborando-os de forma a contribuir significativamente na e para a sua inserção na sociedade. Trata-se pois de não mais ensinar, mas de ensinar a aprender. Isto é, ensinar aos educandos a interagirem ativamente com as informações e conhecimentos disponíveis, de modo a construir e absorver o que se faz relevante para cada indivíduo.
Isso é tarefa fácil? Evidente que não. Formação é o caminho? Se não é o caminho é ao menos o início do caminho...SEJA BEM VINDO AO BLOG FORMAÇÃO PRÓ DOCENTE!
Assinar:
Comentários (Atom)