quinta-feira, 22 de setembro de 2011

APRENDER PARA ENSINAR E APRENDER

Atualmente a sociedade vem sendo bombardeada com inúmeras informações, outras tantas transformações e consequentemente com a constante necessidade e exigência de atualização por parte de todos os indivíduos, no sentido de se permanecer apto a se relacionar no mundo atual.
As mudanças e transformações as quais estamos imersos nos dias atuais são resultado de inúmeros processos históricos que vem se configurando ao longo de anos, décadas e séculos e como resultado de diversas produções de conhecimento e cultura ao longo da história da humanidade.
Nesse contexto, a instituição escolar vem apresentando uma crise na sua identidade, principalmente no que concerne ao seu papel na sociedade, o que consequentemente define os rumos das práticas pedagógicas, seus conteúdos curriculares, bem como toda organização do sistema educacional de uma dada região.
É comum presenciarmos discussões acerca do papel da escola mediante as novas tecnologias da informação (TIC's). Alguns profissionais e/ou pesquisadores da área apresentam postura mais conservadora, enquanto que outros lutam por mudanças revolucionárias.
No interior dessa crise da instituição educacional, professores, crianças e pais têm também seus papéis confundidos. Hora reproduzem o que possuem internalizados e o que vivenciaram ao longo de sua história, hora, estimulados pelas mudanças e exigências do meio em que vivem, tentam acompanhar as transformações, ainda que sem qualquer preparo, baseado única e exclusivamente em suas vivências.
A partir dessas considerações, algumas outras se fazem necessárias. Em primeiro lugar, não se trata de chegar a um consenso sobre o que é certo ou errado, mas sim sobre o que responde melhor às necessidades da sociedade atual, sobretudo dos alunos com as quais se trabalhará.
Em segundo lugar, como reconstruir uma identidade para a instituição escolar que considere as atuais necessidades dos educandos e que acima de tudo paute suas práticas num efetivo trabalho de inserção do indivíduo no mundo atual, contribuindo significativamente na e para a sua formação enquanto um ser social crítico e atuante?
Para ambas colocações apenas uma única resposta é apontada: a formação. Primeiramente dos profissionais que atuam direta e indiretamente nas instituições educacionais. Não se trata porém de uma formação técnica, mas sim de uma efetiva transformação de conceitos e preceitos, baseada em reflexões significativas, além da capacitação técnica que, ao contrário do que pensamos nem sempre é vivenciada por todos.
Num segundo momento a formação dos educandos e dos pais de alunos, visto que estes possuem resistências que “entruncam” possíveis mudanças no trabalho pedagógico, devido suas concepções de ensino-aprendizagem (vivenciadas por anos por todos e cada um de nós).
Anerides Monteiro em seu texto “Interfaces digitais para a organização e representação do conhecimento” (http://cursoproinfo100h.blogspot.com/2009/03/interfaces-digitais-para-organizacao-e.html) apresenta alguns caminhos pelos quais poderíamos iniciar nossas reflexões em busca de mudanças.
Dentre inúmeros apontamentos significativos feitos pela autora, é interessante aprofundarmos no que diz respeito à necessidade de transformação da função escolar. Ao contrário do que se defendia há algumas décadas atrás, a escola não mais é o espaço de transmissão de conhecimento. Isso justamente pelo fato de que conhecimento e complementarmente as informações podem e são assimilados pelos alunos em situações diversas do dia-a-dia, na maioria das vezes fora do ambiente escolar.
Nesse sentido, a escola hoje, assume para si a necessidade de se afirmar enquanto um espaço flexível, capaz de propiciar aos educandos a possibilidade de refletir sobre as inúmeras informações e de conhecimentos de que dispõe, reconstruindo-os e elaborando-os de forma a contribuir significativamente na e para a sua inserção na sociedade. Trata-se pois de não mais ensinar, mas de ensinar a aprender. Isto é, ensinar aos educandos a interagirem ativamente com as informações e conhecimentos disponíveis, de modo a construir e absorver o que se faz relevante para cada indivíduo.
Isso é tarefa fácil? Evidente que não. Formação é o caminho? Se não é o caminho é ao menos o início do caminho...SEJA BEM VINDO AO BLOG FORMAÇÃO PRÓ DOCENTE!

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