Navegar pelo Portal do Professor foi bastante tranquilo, sem qualquer dificuldade. O site é muito didático, organizado e de fácil navegação. Como o mesmo pode ser acessado por pessoas com interesses distintos (profissionais, pais, discentes), o menu direcionado para cada pessoa filtra as muitas informações que podem ser buscadas sem, no entanto, impedir que se tenha acesso a tudo. Cada item de interesse com links que nos levam a outras páginas que desejam ser pesquisadas pela pessoa interessada.
Navegar à deriva, no entanto, foi um pouco desconfortável. Na verdade não consigo conceber isso no sentido restrito da palavra, haja visto que se já iniciamos alguma busca, já pensamos ou projetamos algo inicialmente. Por exemplo, joguei no site de busca o item pin up (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pin-up), que é uma temática de meu interesse. Não especifiquei o que claramente buscava a respeito, o que não direciona a pesquisa a fundo, no entanto assim que decidi buscar por essa temática já afunilei o meu interesse de pesquisa. Assim, na minha busca e navegação, apareceram inúmeras páginas a respeito: definição do termo, blogs, sites de imagens, de lojas virtuais, de vídeos disponíveis, etc. Daí então foi necessário, à medida que ia me interessando por uma coisa ou outra, que em minha busca fosse filtrando esse meu interesse inicial, que por hora era pouco limitado.
Evidente que toda e em qualquer pesquisa sempre existem ganhos, até mesmo porque sempre acabamos por ler e conhecer coisas novas, apreendendo novos conhecimentos ou ressiguinificando os já existentes. Pensar sobre a questão de navegar à deriva me fez lembrar de uma frase de Fernando Pessoa que dizia “Navegar é preciso. Viver é não é preciso” (http://www.cfh.ufsc.br/~magno/). Sempre ao navegarmos buscamos algo. Claro que nem sempre encontramos o que buscamos, mas sempre partimos de alguma intenção inicial. No entanto eu o que se aprende ao navegar, isso sim é impreciso, devido à dificuldade de mensurá-lo.
Ao navegar tanto tanto pelo portal do professor, como pelos demais sites a respeito do movimento pin up, pude perceber que as páginas digitais se organizam de formas diferentes dos textos impressos, que é o que dá o nome a esse tipo de texto de hipertexto.
Nesse sentido, hipertexto configura-se enquanto uma rede de ideias (e aqui me veio à mente a imagem de um mapa textual, em que as informações se ligam umas às outras). No hipertexto a conexão entre um texto e seus demais textos complementares acontecem através de links, ou hiperlinks, que quando “clicados”/selecionados, remetem ao internauta acesso a novas janelas, com outros textos, imagens, ou qualquer outra coisa complementar ao texto inicial. Dentre outras coisas, um hipertexto aumenta a velocidade da aquisição de informações, garante a intertextualidade, isto é, o diálogo entre diferentes textos que se complementam e possibilitam a interatividade entre o texto e o leitor que define o que e quando deseja se aprofundar mais em determinado assunto.
A grande diferença entre os hipertextos e os textos convencionais é que os primeiros não obedecem mais a uma linearidade imutável como nos segundos. Sendo assim, à medida que o internauta vai lendo um texto, vai tendo conforme interesse, acesso a outras informações complementares, diferente do que acontece com os demais textos.
Segundo o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertexto (acessado em 13 de setembro de 2011), uma grande discussão gira em torno do que se considerar ou não um hipertexto. Alguns estudiosas acreditam que todos os textos que conduz a uma não linearidade e que possui outros textos complementares podem ser considerados hipertextos, assim como existem estudiosas que defendem que os hipertextos têm ligação direta e exclusiva com os textos digitais. Como tenho pouca informação a respeito, limito-me a dizer apenas da existência da discussão, sem apresentar uma posição a respeito.
Na educação, os hipertextos vêm sendo bastante utilizados, visto que propiciam compartilhamentos de informações diversas, tornando o processo de ensino aprendizagem mais dinâmico e participativo, além de promover a inclusão dos educandos numa era digital que exige novas competências dos aprendizes.
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